Somos todos UM

 Eu não tô nem aí pro racismo, até o meu neto ser agredido, apenas por ser preto; você não quer nem saber de inclusão de pessoas deficientes no mercado de trabalho, nem de rampas de acesso, até sofrer um acidente, ou acontecer com alguém próximo a você. Eu não tomo partido sobre a LGBTfobia até o meu amigo ser espancado por ser gay. Você acha a luta pela valorização da mulher frescura de feminista, até a sua esposa ser estuprada porque usava saia, e por aí vai. 

Só lutamos por causas que nos dizem respeito imediato. Esquecemos que na vida nada está garantido, e que dificuldade do outro pode ser a nosso amanhã. Quando silenciados perante a usurpação de um direito coletivo, abrimos mão desse mesmo direito. Ampliar a nossa visão para defender causas que aparentemente, aparentemente, não são nossas, pode garantir a nossa vida futura.

Às vezes a gente tapa o sol com a peneira para não tomar partido, mas na verdade estamos manchando as nossas mãos de sangue.

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