Jóia rara

Esmeralda bruta. Vendo-a assim poucos se encantam, embora já haja nela bastante beleza.

Então ... para que lapidar? Para brilhar, realçar a cor, dar novas formas, criar novas utilidades, valorizar, adornar, embelezar (sim, a beleza é importante).

Assim somos nós. Chegamos aqui pedras brutas, mas precisamos nos gastar, nos aprimorar, lapidando-nos pouco a pouco para brilhar como nossos almas, virtudes e talentos.

Negar o trabalho árduo, buscar atalhos, tentar sair da fila da lapidação, enganar, sobretudo enganar a si mesmo, não trará o resultado desejado, pois, inevitavelmente, por melhor que seja a nossa vida, uma hora virá o vazio existencial. Talvez por um tempo brilharemos, mas o brilho não será consistente, porque uma lapidação foi mal feita.

Podemos escolher ser para sempre pedra bruta, não há mal nisso, pois existe a essência, que, se bela, não prejudicará a si, nem aos outros. Mas o que diremos a Deus quando Ele nos pergunta: o que fizestes com os talentos que te dei? Por isso, gastar-se é bom, é não desperdiçar a vida, que é rápido e finita.

Se, puder arregasse como mangás, minério, medite, respire, se exercite, pare de fumar, preste atenção ao alimento que coloca na boca e, acima de tudo, dê ouvidos ao seu coração.

Estamos aqui para cuidar da nossa evolução pessoal e ao mesmo tempo aceitar o que realmente somos. Esse é o trabalho de uma vida inteira.

Portanto, aceitar-se é também lapidar-se, uma coisa não exclui a outra, e sim complementa. Quanto mais nos conhecemos e nos aceitamos, mais temos vontade de trabalhar na obra de arte que somos, lapidando uma verdadeira jóia rara.


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