Biblioterapia

 


Nunca duvidei do poder da literatura, apenas não sabia nominar esse poder. Quando criança, entre um pico de febre e estórias, experimentava a cura, por vezes instantânea, quando ouvia uma, duas, três sagas, ditas infantis.

Mais tarde, na adolescência, foi O Cortiço, de Aloisio Azevedo, que me entendeu como novas sensações que o meu corpo experimentava com as mudanças hormonais; com Cleo e Daniel, de Roberto Freire, compreendi os perigos da intensidade do amor juvenil.

Adulta, com Olga, de Fernando Morais, chorei o choro ancestral de todas as mulheres, ao ler a descrição da ida dela à câmara de gás, por omissão do amor de sua vida, que, de certa forma, poderia ter feito muito mais; e também chorei de indignação com o fim de Anna Karenina.

Depois, curei toda a raiva que havia acumulado no meu fígado ao gargalhar compulsivamente com O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna; perdi o preconceito e melhorei como ser humano com Tim, de Colleen McCullough; processei todos os amores não correspondidos com O Amor nos Tempos do Cólera, de Gabriel Garcia Marques, sendo Gabo, até hoje, o meu autor preferido, o meu amor-escritor, o meu querido amigo íntimo, aquele que conhece a minha alma.

Portanto, não desconhecia o poder curativo da literatura, mas não sabia que através da Biblioterapia, repassada por@dosesdebiblioterapia, um dos maiores encontros virtuais que tive durante uma pandemia, poderia ir mais além. O curso Desvendando a Biblioterapia nutri, emociona e nos enriquece culturalmente, sem falar do Clube de Biblioterapia, que é vida.

Hoje, no dia dos professores, só tenho a agradecer essa mestra sergipana que largou tudo para ir morar no Sul do país para investir no sonho de se tornar mestra "Mediadora Afetuosa de Leitura", curando almas através da literatura. Ela estava certa!

Outubro / 2021 chegou, completei o curso que venho estudando há um ano, um remédio que não quero parar de tomar tão cedo. Por isso, não se encerra em seu conteúdo, nem com o meu certificado, ainda há um mar para se explorar.

Parabéns a@dosesdebiblioterapiae a todos os mestres que não desistem dessa linda vocação.

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