A nova ordem nacional (mundial)
"Alguma coisa está fora da ordem" * e o novo coronavírus não é o único vilão atual. Enquanto a ciência trabalha para entregar a vacina contra a Covid, outra ameaça real (há tempos) ganha corpo. É a tal crise climática e seus efeitos devastadores, um exemplo das queimadas, cada vez mais frequentes no mundo. A Terra está em chamas e não foi por falta de aviso.
Quer mais lenha na fogueira? Líderes estaduais e municipais acham pouco a inércia do Governo Federal ante o desmatamento da Amazônia, e também derrubam árvores urbanas. Em Aracaju, o pouco verde que a Hermes Fontes tinha foi para o chão. No Rio, uma reserva de mata atlântica será um autódromo. Em Ilhéus, sul da Bahia, as amendoeiras da avenida principal foram todas arrancadas, causando a mortandade dos periquitos reais.O poder público parece mesmo não se preocupar com a crise ambiental. E nós, cidadãos, o que fazemos? Nada pedimos, nada reclamamos, e num silêncio mortal, literalmente, assistimos atrocidades cometidas contra o meio-ambiente do qual somos parte. O Brasil, que Devería dar exemplo de responsabilidade ecológica, destrói o pulmão do mundo, que hoje já está com dificuldades para respirar.
Topo da cadeia alimentar, o homem se acha o dominador capitalista (nada contra o capitalismo, contra a estupidez). Desconectados da própria natureza, equivocados, pirados, humanos não percebem o perigo a sua volta e esse desleixo pode custar a próprias fontes.
O que fazer? Ano de eleição municipal, comecemos por aqui. Desconfiem de programas que não se comprometem com as ditas "obras que não aparecem", geralmente como mais sustentáveis. Desenvolvimento sustentável não é luxo, ou frescura de ativista pirralha, é artigo de primeira necessidade.
Preservar é ato de amor a si, ao outro, à fauna, à flora, ao planeta. Vamos amar a Terra, porque ela é redonda, o mundo gira, e tudo que vai, volta.

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