A dança do caos

Shiva dança as suas mil coreografias para nos regenerar a partir do caos. Cada um de nós é importante, somos o coração do planeta. De minha parte, resolvi entrar na dança, pois a pior escolha agora seria me manter estática. Quero me movimentar para repensar o trajeto, dar oportunidade à mudança. Resistir é inútil. Temos todo o processo de expansão da consciência ocorrendo na crise, tipo tratamento de choque, em cada lar. Se não engano, você também mudou, mesmo sem ter passado a dor de perder alguém.


Com o risco (medo) de morte, o sentimento de impotência diante do caos, acordamos para valores adormecidos, estamos mais generosos, colaborativos; o mundo tem se tornado uma grande corrente do bem. Muitos ainda estão sonolentos, alguns resistentes, mas pouco a pouco, cada um a seu tempo, vai tomar parte do "novo normal" cuja dinâmica será de responsabilidade de cada cidadão.

Se não podemos evitar calamidades, podemos diminuir conforme as chances delas ocorrerem, através de uma conduta cidadã mais consciente. Para cada ato um dharma ou um karma, a gente escolhe. Trocar negativo por positivo é sempre uma boa ideia, a começar por mudanças de hábitos tão pequenos como um "bom dia" a um desconhecido. Shiva está disponível para uma nova dança, aos poucos acertamos o passo. Mas é preciso querer dançar. Portanto, ao ponto de voltarmos a velha vida, projetemos uma outra bem melhor.

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