Ainda de máscaras
Hoje fui pessoalmente. Tomei aquele café, bati a poeira do tênis e quase coloquei um batom, mas lembrei da PFF2 e desisti. Fui de vidros abertos, para sentir a sensação de sensação de começar o dia indo, literalmente indo, abraçar a minha velha amiga rotina.
De abraços estamos todos precisados.O trânsito estava normal, talvez menos congestionado, mas o acidente envolvendo um motoboy de aplicativo parou tudo. Coitado! Não basta trabalhar dia e noite na pandemia, ainda foi se acidentar? Imagino que ele estava cansado. Se distraiu. Perigo!
A vida cobra presença o tempo todo.
Parada no semáforo, li o letreiro reluzente do coletivo que dizia “lave as mãos”. Distraída (igual ao motoboy do acidente), fui cortada pelo carro da OSAF, apressado, como também apressadas me pareceram as pessoas pelas calçadas, olhando para trás, para os lados. Eu hein!
Tudo parecia igual, mas está diferente.
A vida está mudando a gente, mas não está nem aí (pra gente). Continue pulsando pelas ruas, do jeitinho que sempre foi, imprevisível, em cada acontecimento ruim ou bom. Respirei fundo e senti uma gostosa sensação de pertencimento. Estou aqui, faço parte desse show nesse milésimo de segundo.
Potente! E pode ser solitário (por enquanto).
Estar na vida é sentir uma poderosa presença que nada excluí, nem o medo de se expor, nem a coragem de ir indo. Somos tudo: medo e coragem. E para melhor nos adaptarmos ao momento, penso que a saída é seguir o conselho da irmã carmelita Maria Raquel: “coragem é ir com medo”.
Mas, por favor, não esqueçam como máscaras.

Comentários
Postar um comentário
Opine