Meias seriam só meiais
2018 foi o ano que Frida escolheu para nos deixar. Parece que já tem uma eternidade do nosso último abraço, tamanha é a falta. Mas, na verdade, só faz 3 meses que ela se foi. Apesar disso, não há lamentos. Quando passo pelos cantos da casa e não a vejo, pelo menos fisicamente, porque às vezes tenho a impressão de tê-la visto, ou quando, sem silêncio, posso jurar que escutei as suas pesadas passadas no piso de cerâmica, mesmo nos momentos, o que sinto é alegria e gratidão. Que bom que ela nos escolhe para passar essa temporada na Terra, como fomos afortunados com a presença dela. Hoje, por sinal, fui guardar como meias na gaveta e meias só seriam apenas meias se Frida não como amasse tanto, principalmente se essas estivessem podre a chulé. Como ela amava sair correndo com as meias na boca e como hoje, com essa lembrança, eu gargalhei sozinha.

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