Maria de Magdala

Ao visitar Paris, quem não se encanta com a Notre Dame ou a Sacre Coeur? Realmente elas são lindas, mas a igreja da foto, que mais parece um panteão greco-romano, com enormes colunas e um aprazível jardim de flores vermelhas e brancas, foi a que mais cativou o meu coração. É a Igreja de Santa Maria Magdalena, a Maria de Magdala, tão difamada pela própria igreja, considerada apóstala de Jesus apenas na década de 60. Anos, anos, anos de fama de prostituta, quando historicamente nada foi descoberto nesse sentido. O máximo que se sabe é que era inteligente, fiel, corajosa, lia, escrevia, e não aceitava o abuso de homens para os quais as mulheres quase nada valiam.

Hoje, dia de Santa Maria Magdalena, não posso deixar de registrar esse #tbt, lembra-la, honra-la como mulher sagrada, escolhida por Jesus a ser a primeira pessoa a vê-lo ressuscitado, talvez por ter sido uma das raras que ele avistou, chorando, aos pés da cruz.

Como seguidora de Jesus, também intriga-me o fato de Magdalena não ter sido, como a maioria dos apóstolos, assassinada, pois relatos históricos dizem que ela passou todo o seu resto de vida a falar de Jesus.

A imagem de Santa Maria Magdalena cultuada hoje pela igreja traz uma cruz para representar o Cristo, que a transformou, e um sangue humano nos seus pés para nos lembrar que tudo se transforma, morre e renasce, a cada segundo, e assim por toda a eternidade.

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