Criança feliz!

Cuidar bem da sua criança e trazê-la consigo para a vida adulta é para poucos, bem poucos. Zefa é a minha grande criança.

Zefa de Né, Zefa de Tia, nossa Zefa, que jamais deixou de ser criança, de conservar a alma infantil, mesmo ante problemas, por vezes sérios, que à luz de suas brincadeiras perdiam a importância.

Em sua simplicidade bem humorada, Zefa nunca levou a vida tão a sério, não se fez a coitada, porque a criança que é criança, mesmo triste, levanta, limpa o joelho e trama a próxima jogada.

Zefa também não tem vaidade, não se liga a convenções sociais, não se apega a moralidade. E criança quer lá saber dessas coisas? Criança quer correr. Vaidade, pompa, moralidade pesam. Zefa é leveza, é brilho no olhar.

Lembro de Alberto e Roberto brincando com ela. Eles crianças, ou já adolescentes, ela com seus 40 e poucos anos, talvez 50. Na linguagem não havia diferença, era uma ganga juvenil em ação. Ela respondia dando língua, banana, levantando a saia, a travessura em pessoa.

Zefa é uma criança que soube sobreviver à chatice da vida adulta, vezes fugindo, como toda criança faz, mas sempre dando o seu jeito de superar as peças que a vida te pregou.

Zefa trabalho, sofreu e esperou, esperou, esperou, sorrindo na calçada para os vizinhos, batendo papo, batendo ponto na casa da minha avó. Zefa fez tudo, só não se lamentou.

E como toda criança Zefa desobedeceu, graças a Deus!

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