Assim caminha a humanidade

 Exatamente há 10 anos criei esse blog.

O mundo descia a ladeira: vida virtual em ascensão, relações líquidas, guerras corporativas, promoção, políticas, sem falar na violência generalizada, dentro e fora das casas.

A mídia apresentava o caos, então quis correr na contramão, falar da beleza que enxergava na vida. Mesmo um tanto Poliana, contei lindas e reais histórias.

Mas foi aí que descobri: o bem não dá Ibope, o bem não é popular, o bem não causa impacto, o bem não aguça uma curiosidade.

Se você, de fato, tiver alguma boa (sim, porque ninguém é totalmente bom ou mau) a primeira coisa que vão pensar é que você é fingido, quer tirar uma onda, é mascarado, dissimulado, ou está ganhando alguma coisa. O bem não dá credibilidade, só causa incredulidade. Talvez, por isso, votemos tão mal, porque simplesmente não acreditamos nos bons candidatos.

Quantas pessoas na política não são nem ouvidas, porque têm perfis de "bonzinhos"? Quantas vezes já ouvi que pessoas educadas, que falam baixo, são fracas, não têm pulso, ou simplesmente, "não servem para administrar"? Será? Barak Obama deixa qualquer Trump no chinelo.

Marina Silva, Eduardo Suplicy são vistos por muitos como "idiotas", porque justamente não se acha mácula no currículo deles.

Como é difícil para o brasileiro, em especial, fazer boas escolhas porque admiram os "espertos", os "safos", os "malandros", os "ignorantes", os "preconceituosos", os "donos dos esquemas", e por aí vai! Mas como a história já nos conhecemos belos exemplos de Administração sem esperteza, como o caso de Jaime Lerner, grande Lerner, a frente da cidade de Curitiba?

Caminhemos. Esse texto tem apenas a intenção de provocar a reflexão sobre bem e mal, balançar a raiz das falsas crenças para talvez plantarmos o novo, porque respostas não as tenho. Talvez a nossa simpatia pelo desvio de caráter seja mais ampla do que julga a minha vã filosofia, seja própria ao ser humano, assunto para tese antropológica. Afinal, lá na era cristã, Barrabás foi o escolhido, Jesus não. Ninguém acreditava na bondade de Jesus. Assim caminha a humanidade.

Mas bem que podia ser diferente.

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