Só podia ser mulher!

"Só podia ser mulher". É isso que os homens dizem quando veem alguma barberagem no trânsito. Tudo mentira. Minha mãe foi o melhor motorista da família, para desmentir o velho ditado: “Perigo, mulher ao volante!”. Na prática, observo mais imprudência, violação das leis do trânsito, irresponsabilidade e barbeiragens relacionadas a homens.

Segura, forte, silenciosa, Amélia seguiu pilotando a estrada da sua própria vida, sem passar o volante para ninguém. Se errou alguma direção, nunca se perdeu dos seus propósitos e virtudes.
Mulher ao volante, sempre! Dirigindo o carro, o cargo, o barco, a empresa, o fogão, o que ela quiser. Dirigir é com a gente.

Gratidão a minha mãe Amélia, a minha avó Zefinha, a minha bisa Roberta, todas que recebem antes de mim, amaciando a minha estrada, mesmo que às vezes tenha que descer do carro para retirar os objetivos.
Gratidão a minha filha, Giovanna, minhas primas Rafaela, Fernanda, minhas sobrinhas Júlia, Juliana e Mariana, todas que completadas de mim, mostrando novas possíveis rotas.
Obrigado as minhas companheiras de jornada, minha irmã, primas, amigas do coração, ou mesmo aquelas que passam e vão logo embora, sem antes arrematar uma costura, acrescenta um bordado a essa grande teia sacra, às vezes profana, que é o feminino.

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