POR AÍ ...

NAVEGAR É PRECISO.


No Paraíso do Talhado, a pausa para o mergulho. 
Zarpe. Os 213 km que separam Aracaju de Canindé do São Francisco tornam-se insignificantes diante da emoção de conhecer o cânion do “Velho Chico”. As imagens de Cordel Encantado, novela da Globo, lá ambientada, não chegam nem perto da beleza de Brogodó, digo, do Xingó. Ao vivo é outra coisa! Arrume a sacola e rume para o semi-árido sergipano. Se preferir, deixe o carro em casa e utilize os serviços de empresas ou guias autônomos, como Marcos Vinicius Santos, que realizam o traslado Aracaju - Canindé.






Adriana Souza, 22 anos, guia de turismo.
Lá em Canindé, terra de Açucena, a empresa MF Tur percorre, de terça-feira a domingo, inverno ou verão, às 11h 30m, o quinto maior cânion navegável do mundo, saindo do Karranca's, restaurante à beira do São Francisco, até o Paraíso do Talhado, ponto alto do cânion, que, como o nome diz, é o verdadeiro oásis sertanejo. Segundo Adriana Souza, guia de turismo da MF Tur, o passeio de 11h 30m é realizado diariamente, a partir de terça, independente da quantidade de turistas. “Sempre há público, faça chuva ou sol, mas se houver apenas um passageiro, a embarcação dá a partida”, sorri.
"Apresentar o Xingó é um privilégio. Amo o que faço. Nunca vou parar!". (Adriana Souza)

Pier do Karranca's, ponto de partida dos passeios.

Silvia, banhando-se no Velho Chico.
Durante cerca de 3h, o visitante flutua a bordo de embarcações bem equipadas, escuta histórias do cangaço, músicas de Fagner, Luiz Gonzaga, e toma banho de rio à temperatura média de 22º C. Silvia Viesti, médica, se diz encantada. Visitando Aracaju por ocasião do 11º Simpósio Brasileiro de Vacinas, a campinense não pensou duas vezes em ir ao Xingó. “Conhecer o sertão de Sergipe para mim foi uma maravilhosa aula de história e geografia ao vivo. É emocionante conhecer de perto o tão  famoso rio São Francisco e ver a represa, que além de trazer progresso, se  transformou em importante pólo turístico”.

“Ver o local onde se passou a saga do cangaço, observar o relevo da região, sua vegetação, seu povo, foi uma experiência sem precedentes”
 (Silvia Viesti).

A vegetação em harmonia com a represa.
No verão, com a ascensão do turismo, há outros horários para o passeio de catamarã: 8h, 9h, 10h30m, 14h e 15h, além das opções alternativas em embarcações fretadas. Mas mesmo agora, em julho, quando o agreste fica chuvoso, a procura pelo Xingó vem aumentando. Marcos Vinícius Santos, guia de turismo autônomo, garante que no último mês o fluxo turístico aumentou. “Num dia de semana, cheguei a ver 4 embarcações, com suas capacidades preenchidas, fazendo o passeio, o que normalmente não acontece no inverno”, diz. Marcos constata que a procura pelos seus serviços praticamente dobrou, em relação a julho do ano passado.





Paredões rochosos de formar curiosas. Esta
Pedra do Japonês lembra a aquitetura oriental.
Mas será a novela da Globo contribui para o aumento do fluxo turístico no Xingó? Adriana Souza, da MF Tur, observa que o turismo vem crescendo a cada ano, antes mesmo da novela. Para Carlos Rodrigues, guia de turismo da Nativa Tur, o interesse pela região é permanente. "Sempre transportei pessoas de diversas origens, até mesmo estrangeiros, muito antes da novela", argumenta. Já para Marcos Vinicius, a saga de Açucena pode ter estimulado o turismo. “Deve ter havido certa influência, porque ouço muitos comentários dos passageiros sobre a novela, durante o trajeto de Aracaju até Canindé. Mas só ano que vem vamos poder dizer, com precisão, se houve aumento significativo a partir da transmissão de Cordel Encantado”, avisa.





A mata branca, caatinga.
Josi Andrade, Coordenadora de Turismo da Nativa Tur, avalia que, até agora, o percentual de visitantes que procura o cânion por causa da novela é insignificante, até porque as pessoas ainda não associam Brogodó a Xingó. “Foi diferente com Mangue Seco, que era citado na trama constantemente com o nome real. Até hoje as pessoas procuram Mangue Seco referindo-se à Tieta. Mas muito poucas associam as imagens do Cordel Encantado ao Xingó”, diz.

"Com um paraíso desses, porque queremos ir pra longe?"(Aline Ribeiro)



Aline Ribeiro, uma das poucas sergipanas no passeio.
Influências globais à parte, importante mesmo para Aline Ribeiro, aracajuana, é que o sergipano aprenda a valorizar mais as atrações de Sergipe. "Sinceramente não esperava que fosse bonito assim. Sempre queremos ir para longe, quando temos essa riqueza aqui tão perto", completa.  O guia Marcos Vinicius também faz um alerta importante: o turista deve ser educado para a preservar o ecossistema do Xingó. A MF Tur, durante todo o passeio, orienta o visitante a respeitar o meio ambiente, disponibilizado lixeiras nas embarcações, para evitar que se jogue objetos no rio, inclusive cinzas e pontas de cigarro. No último sábado, equipe do Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas inspecionou o local. Navegar é imprescindível, preservar é preciso!


Comentários

  1. Como é bom ler uma matéria sobre as belezas de nosso Estado, escrita de uma forma tão simples mas emocionante. Parabéns a Patrícia Romero pelo seu belíssimo trabalho e dedicação! Viva com muita felicidade essa sua nova fase!! Beijos!

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  2. UNH< dá vontade de sair correndo para conhecer o Xingó!!! Parabéns Patricia,por suas matérias cada vez mais sensacionais!!!

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  3. Parabéns pela matéria Patricia.
    Foi um prazer poder passar a vc algumas informações sobre o nosso principal destino turístico.
    Abçs

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