CENÁRIO
A GENTE NÃO QUER SÓ COMIDA.
Alex Sant’Anna, integrante da banda Naurêa, canta ao microfone. Diane Veloso, do grupo Caixa Cênica, anuncia a programação do espetáculo “Pela janela”, em cartaz na Casa Rua da Cultura. Dois animados comediantes dão o recado sobre o último stand up produzido por eles. Assim foi o Tio Maneco Botequices, na última quinta-feira (04/08), um bar à disposição da arte. Cerveja gelada tem. Comida boa também, cebola cevada, batata rústica. Humm! Mas a casa vai muito além da boa mesa. Parece que os proprietários querem retratar ali a máxima do Titãs “a gente não quer só comida, a gente quer bebida, diversão, balé”.
De fato, a arte é um alimento substancioso, e como tal deve ser explorado. Com o microfone aberto para as novas manifestações artísticas, shows, sempre às quintas-feiras, com artistas locais de peso, sessões de cinema às segundas-feiras, cujos filmes são escolhidos pelo público, diretamente do Facebook, e transmissão de jogos de futebol (porque não poderia mesmo faltar), o Tio Maneco, localizado na rua Manoel Espírito Santo, 593, Grageru, traz uma interessante proposta de apoiar as atividades culturais da cidade. Cedendo espaço à arte, o Tio ganha um público interativo, animado e mais do que alimentado.
Na última quinta (04/08), com a casa cheia para ouvir Alex Sant’Anna, dava para perceber a efervescência cultural do local. Lugares assim faltam na nossa cidade, já que os bons artistas existem, mas se tornam invisíveis ao grande público, devido à falta de espaço e divulgação dos seus trabalhos. Mas a coisa tende a melhorar. A Casa Rua da Cultura, liderada por Lindemberg Monteiro, com sua programação teatral diversificada, tem dado uma contribuição efetiva a vida cultural de Aracaju. O Café do Palácio Museu Olímpio Campos traz bons happy hours, os encontros musicais do "Pago pra ver", no Capitão Cook, também é uma boa pedida e até a programação do Teatro Tobias Barreto, antes mortinho, tem nos surpreendido.
Há um despertar cultural no ar. Cabe ao aracajuano torcer pelo sucesso do Tio Maneco Botequices e outros locais benéficos à arte, à troca de ideias e à diversidade, tirando a cidade da mesmice. Afinal, cultura também é forró e carnaval. Mas está longe de ser só isso. Um Estado torna-se forte culturalmente quando toma posse da sua identidade, valoriza os seus talentos e admite a importância dos intercâmbios artísticos. Sergipe cresceu e já tem condições de avaliar todas essas considerações. Não precisa mais, como diz o ditado, "fazer festa com chapéu alheio". Pisa fundo, meu Tio!
Há um despertar cultural no ar. Cabe ao aracajuano torcer pelo sucesso do Tio Maneco Botequices e outros locais benéficos à arte, à troca de ideias e à diversidade, tirando a cidade da mesmice. Afinal, cultura também é forró e carnaval. Mas está longe de ser só isso. Um Estado torna-se forte culturalmente quando toma posse da sua identidade, valoriza os seus talentos e admite a importância dos intercâmbios artísticos. Sergipe cresceu e já tem condições de avaliar todas essas considerações. Não precisa mais, como diz o ditado, "fazer festa com chapéu alheio". Pisa fundo, meu Tio!
Fotos postadas no Face do Tio Maneco.



Obrigado!!!!
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