PLANTÃO CIDADÃO

O QUE NÃO MATA, ADOECE.

Cortei um tomate suculento, vermelhinho, lindo, para o jantar, mas a sua aparência nada tinha a ver com o seu conteúdo. Ao levá-lo à boca cuspi imediatamente, foi instintivo. 
Aquele fruto estava cheio de veneno. Senti o gosto do herbicida na língua, bochecha e até na garganta. Lavei a boca com água por diversas vezes, mas o gosto só saiu quando bochechei com água e sal. 

A péssima experiência me fez pensar no grave risco ao qual nós brasileiros nos submetemos, diariamente, ao consumir alimentos e água contaminados por defensivos agrícolas, já que a quantidade de veneno encontrada nos alimentos daqui é acima da média permitida, segundo pesquisas da Embrapa

O Brasil é, infelizmente, o maior consumidor de agrotóxicos do mundoMais de 300 tipos de agentes agrícolas são comercializados por aqui, e, dentre esses, pelo menos 10 são proibidos no resto do mundo. Um dos herbicidas mais usados nas lavouras brasileiras é o 2,4 – D, proibido em países como Suécia, Noruega, Dinamarca e em vários estados do Canadá.

Como se não bastasse, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária liberou o uso do agrotóxico MegaBr, mais nocivo à saúde do que os outros já utilizados na nossa agricultura. É incrível como o Brasil gosta de ser ridicularizado no cenário mundial, pois parece estar sempre na contramão da história, atravancando os avanços sociais, científicos e tecnológicos, voltando às medidas arcaicas. Quando ninguém mais quer, o Brasil aceita.

A nós, vitimas da irresponsabilidade do Brasil, só nos resta procurar as feiras e estabelecimentos que vendam produtos orgânicos em nossas cidades, pagando mais caro, para não pagar um preço ainda mais alto: a perda da saúde.

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